28/08/2017

“A conscientização deve partir de cima para baixo”

por Redação

Nos dias 11 e 12 de setembro, no auditório da Firjan, a ABRH-RJ realizará o I Fórum de Saúde. O evento, voltado para profissionais de gestão de pessoas, discutirá os principais desafios e estratégias da gestão da saúde nos tempos atuais. Especialista em coaching voltado para performance e bem-estar, a sócia-diretora da Be Coaching Brasil, Maria Bendelac Ururahy, encerrará o primeiro dia. Em entrevista ao site da ABRH-RJ, Marie adiantou alguns pontos que serão debatidos no Fórum.

 

1)Qual o impacto que o descaso com a saúde dos funcionários pode ter na empresa? 

Doenças e acidentes levam ao absenteísmo e afastamento, o que implica custos e comprometimento da capacidade produtiva. A perda de um executivo estratégico, por exemplo, pode ser extremamente prejudicial às companhias. Segundo levantamento da Strategy& sobre sucessão de CEOs, uma substituição repentina, em média, leva as empresas a gastar 1,8 bilhão de dólares a mais do que numa sucessão planejada.

2)Entretanto, mudar hábitos de vida é, antes de tudo, uma questão de comportamento. Qual o peso que uma empresa pode ter nessa questão?

O papel do empregador – liderando pelo exemplo – é fundamental para promover o engajamento aos bons hábitos de saúde, inclusive com orientações sobre profissionais que podem ajudar nesse sentido, como o coach de saúde. A partir de programas de conscientização nas empresas, o funcionário tem condições de reproduzir esse conhecimento, impactando positivamente familiares e amigos.

3)De que forma o RH pode ajudar a mudar o estilo de vida dos colaboradores? 

A conscientização deve partir de cima para baixo, ou seja, com a participação e o exemplo de CEOs, executivos e gestores. Só dessa forma é possível sensibilizar e gerar engajamento. Se um colaborador vê seu líder aberto à mudança de hábitos e disposto a cuidar da própria saúde, as chances de ser influenciado positivamente são muito maiores.

4)Que situações do ambiente de trabalho costumam afetar a saúde das pessoas?

O que mais afeta a saúde das pessoas no trabalho, atualmente, é o estresse provocado por problemas de relacionamento e pela pressão por resultados. Um ambiente tenso desencadeia uma série de fatores negativos e afeta o nível de produtividade. Mas existem ferramentas, como as técnicas de comunicação empática e a CNV (Comunicação Não-Violenta), que têm efeitos comprovados na harmonização dos ambientes corporativos. 

5)De que forma o aumento da longevidade afeta a forma como a saúde deve ser gerida nas empresas?

A julgar pelas mudanças no âmbito das políticas públicas e devido à necessidade de as pessoas se manterem no mercado de trabalho por mais tempo, as empresas terão funcionários de todas as gerações, o que requer sensibilidade para que as ações de saúde contemplem trabalhadores com todos os perfis. O custo da saúde é crescente e muito alto para todos. Assim, a cultura da prevenção é fundamental para empregados e empregadores.