16/05/2017

Como anda sua vida ? Corrida ? Certamente...

por Cynthia Howlett*

 

O estresse é um mecanismo fisiológico de sobrevivência sem o qual nem o homem nem os animais estariam hoje ainda no planeta. Reação natural do organismo perante situações de perigo ou ameaça, esse mecanismo cria um estado de alerta ou alarme, provocando alterações físicas – como aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da respiração e da pressão arterial – e emocionais.

Portanto, o estresse é uma reação biológica necessária para a adaptação, disparada pelo corpo humano desde nossos mais remotos ancestrais. Hoje em dia, não há mais feras da selva para enfrentar ou de quem fugir. Os problemas são outros. Mas o organismo continua a se preparar para lutar ou fugir quando se sente ameaçado por determinadas situações, chamadas de agentes estressores. Elas são muitas e variadas, mas o estresse sempre acontece em três fases: de alerta, de resistência e de exaustão.

A fase de alerta é a fase boa, quando há produção de adrenalina, aumento de cortisol, de energia e vigor para lidar com a situação estressante e para enfrentar suas consequências. Fisicamente, pode vir acompanhada de tensão ou dor muscular, azia, aumento súbito e passageiro da pressão arterial, agitação, ansiedade, aperto na mandíbula/ranger os dentes ou roer unhas/ponta da caneta, entre outros sintomas. No entanto, quando a causa do estresse é superada, não ficam sequelas.

Se a causa persiste ou surgem novas situações indesejadas, pode-se entrar na fase de resistência, quando o corpo tenta voltar ao seu equilíbrio e reage aos agentes estressantes. É quando costumam ocorrer, principalmente, problemas de memória e muito cansaço, além de mudança no apetite, problemas de pele, hipertensão arterial, gastrite, irritabilidade e diminuição do desejo sexual. Mas ainda é possível se esforçar, lidar com a situação e sair do processo de estresse.

O estresse torna-se um problema muito mais sério quando a pessoa não consegue se adaptar nem resistir e chega à fase de exaustão, que chamamos de estresse crônico, quando o organismo sofre um colapso gradual e podem surgir diversos comprometimentos físicos em forma de doença. As glândulas suprarrenais e outros órgãos começam a “exauri-se” , o organismo não consegue mais alcançar a homeostase (o equilíbrio). Alguns dos sintomas são insônia, hipertensão e problemas de pele prolongados, taquicardia, tontura, úlcera, diarreia, tiques nervosos, perda do apetite sexual e do senso de humor, apatia, cansaço excessivo, hipersensibilidade emotiva e até infarto.

Quais são os agentes estressores atualmente: poluição, exercício, falta de glicose, excesso de glicose, tabagismo, pressão no trabalho ou em cassa, hipóxia (altitude) . Um pouco de estresse é positivo, gera uma “desafio”  para as células”  deixando elas mais “fortes”, fazendo com que elas funcionem melhor e aumentando a longevidade. Esses estímulos geram uma adaptação positiva, mas quando chegam na fase crônica o estresse gera um distúrbio metabólico, acentuado hoje em dia pela falta de exercício e de uma alimentação inadequada. Doenças como diabetes, sobrepeso, doenças gastrointestinais, câncer de mama, hipertensão arterial são frequentes.


Então como podemos atenuar seus efeitos? Algumas atitudes e alguns cuidados simples, no entanto, podem ajudar a prevenir o estresse.

1 - Alimentação  - inclusão de alimentos antioxidantes: ácido lipoico, resveratrol, quercetina e sulfarafano, encontramos esses nutrientes no brócolis, no vinho (sem exagero claro), na uva, no espinafre, na cenoura, no tomate, na beterraba, nas ervilhas, na cebola, na maça, no óleo de peixe, no ginseng. Então procure incluí-los na sua alimentação diariamente.

2 - Exercícios aeróbicos regulares – pratique pelo menos 3 x na semana 30 min de exercício aeróbico e 2 x na semana de força.

3 - Exercícios de relaxamento – a pratica de meditação e yoga tem se mostrado um potente aliado nessa questão. Empresas aderem cada vez mais momentos de silêncio e meditação na rotina de trabalho.

4 - Sono adequado – Uma noite bem dormida é fundamental para repor a energia e não deixar acumular o cansaço. O ideal são 7 horas ininterruptas de sono por noite.

5 - Hobbies extras  - conseguir ter uma vida fora do trabalho é essencial , conseguir sair para dançar, assistir a um show, ir ao cinema e curtir a família devem fazer parte da rotina.

Ter o hábito de refletir sobre as situações do dia a dia, lidar com elas e, se for o caso, buscar mudanças, é muito importante. Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença, experimente!

*Coluna quinzenal patrocinada pela GastroService e assinada pela nutricionista e jornalista Cynthia Howlett