03/06/2015

O protagonismo do RH

por Paulo Sardinha*

O dia do Profissional de RH (03/06) é uma oportunidade para que possamos refletir sobre o nosso papel dentro das organizações. Apesar dos ajustes que o Governo vem fazendo na economia, o cenário no país ainda não é otimista, o que ratifica a necessidade das empresas buscarem ações e iniciativas que contribuam para desempenhos satisfatórios, porém sem elevar custos. E a resposta para esse desafio passa sem dúvida nenhuma por uma Gestão de Pessoas que consiga mobilizar e engajar funcionários para alcançar uma melhor produtividade.

Entretanto, bons salários e benefícios não são mais suficientes para reter nem para motivar os bons profissionais. As pessoas querem se realizar no tabalho. Esse perfil é ainda mais compatível com as gerações mais novas. Há inúmeras pesquisas que apontam que os jovens não colocam o salário como uma das prioridades na hora de escolher o emprego. Para eles, o ambiente de trabalho e o perfil da empresa são itens bem mais relevantes no momento de decidir seu futuro profissional. Nada mais natural se observamos que o emprego ocupa uma parcela significativa do tempo da vida de uma pessoa.

O problema é que ainda há empresas aprisionadas a um modelo de gestão desenhado para um Brasil onde não havia a cultura de incentivar colaboradores mais criativos e proativos. Por isso, a mudança não é tão simples como parece, já que exige a ruptura com um padrão que persiste há décadas. Dentro desse cenário, aumenta a importância do profissional de RH, que deve liderar o movimento de mudança, em busca desse processo de inovação, para que as organizações sejam, em sua maioria, fontes de iniciativas criativas, contribuindo, assim, para o crescimento da produtividade.

Quem acompanha de perto o desempenho dos diversos setores da economia, sabe que as empresas que mais se destacam são aquelas que têm áreas de recursos humanos mais atuantes, pois o capital humano é o bem mais precioso de qualquer organização. Ignorar essa máxima significa seguir para o lado oposto ao das organizações que primam pela competitividade e por práticas modernas de gestão.

O RH pode e deve ser protagonista no crescimento e nas estratégias das organizações. Para isso, é preciso que os profissionais tenham de forma clara e objetiva o papel que eles pretendem que o setor desempenhe. E isso passa necessariamente pelo alinhamento das antigas responsabilidades com as novas demandas que devem ser abraçadas pelo RH.

*Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ)