13/01/2015

Carreira técnica e graduação universitária: como se decidir?

por Redação

Buscar uma formação técnica ou curso universitário é uma decisão que suscita cada vez mais dúvidas em milhares de jovens anualmente. O presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio (ABRH-RJ), Paulo Sardinha, explica que no atual mercado de trabalho, cheio de inovações e alta concorrência, o ensino técnico funciona como alternativa para quem busca um ingresso rápido no mercado. Mas, segundo ele, esta opção não deve substituir a graduação. “Os cursos técnicos são alternativas para demandas urgentes de mão-de-obra técnica. Após a inserção no mercado de trabalho e conquista da estabilidade é importante que o profissional invista numa graduação e numa pós-graduação para se especializar com conhecimento mais denso”, destaca.   

 Em geral há espaço para ambas as carreiras. A proximidade dos grandes eventos e o aquecimento da economia – que no setor de serviços apresentou, em 2013, o maior aumento no número de empregos, com abertura líquida de 546.917 postos, de acordo com o IBGE – faz com que a demanda por profissionais técnicos seja maior. Isso se deve, segundo Sardinha, à necessidade de mão-de-obra operacional estratégica, pronta para atuação no mercado de trabalho, uma carência do mercado nos últimos anos.

 Os dois tipos de carreira possuem diferença, pois há mais aprofundamento na graduação do que no curso técnico. Nesta última a ênfase é nos aspectos práticos  e conhecimento objetivo da carreira, enquanto na graduação há maior destaque nos aspectos científicos e tecnológicos. No entanto, as diferenças existentes entre os cursos devem ser utilizadas como aliadas  na busca por uma boa formação e para atender aos ensejos do profissional, como aponta o presidente da ABRH-RJ. “Um candidato que já tenha a formação técnica pode usá-la como degrau para a graduação, onde ele poderá adquirir mais conhecimento teórico e específico da área em que já atua”, explica.

Abaixo, uma lista elaborada pelo especialista mostra os prós de cada uma das especializações.

Curso Técnico

Pró

  • Duração menor (entre 18 e 24 meses)
  • Rápida colocação no mercado de trabalho
  • Contratação anterior a conclusão do curso
  • Possibilidade de poder efetuar e arcar financeiramente com a graduação após inserção no mercado

Ensino Superior

Pró

  • O diploma tem maior peso no currículo
  • Maior média salarial
  • É decisivo para cargos mais altos e alguns concursos públicos
  • Possibilita o ingresso em uma pós-graduação