11/10/2017

Adequação ao eSocial é destaque do II Fórum de Remuneração

por Redação

 

Conforme previsto no cronograma oficial, a partir de janeiro de 2018 as empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões vão começar a utilizar o eSocial – o sistema idealizado pelo Governo para unificar o envio de informações sobre os funcionários pelos seus empregadores. Em julho, o projeto se estenderá a todas as outras. Porém, ainda há gestores com dúvidas sobre como as organizações se adequarão ao sistema. Foi o que se viu no II Fórum de Remuneração que a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ) promoveu nos dias 5 e 6 de outubro.

“O evento teve a presença de representantes do Ministério do Trabalho, da Receita Federal, do INSS e da Caixa Econômica, logo permitiu que fossem esclarecidos todos os tipos de dúvidas que ainda estão presentes nas organizações”, observa a diretora da ABRH-RJ Iêda Vecchioni, que adianta que já este prevista uma nova edição do Fórum em 2018.

Entretanto, apesar da urgência em relação ao eSocial, todas as mesas promoveram uma intensa troca entre palestrantes e o público. “Os temas suscitaram várias reflexões e houve uma interação que permanecia inclusive durante os intervalos entre cada palestra”, destaca o diretor da ABRH-RJ Antonio Linhares, que, ao lado da Iêda, organizou a programação do Fórum.

No primeiro dia, além da mesa sobre o eSocial, houve a palestra sobre “Meritocracia – Igualitária e justa ou injusta, mas desejável?”, com o coordenador do curso superior em Gestão de RH da UNESA, Marcelino Tadeu de Assis. Os profissionais de RH presentes também puderam conhecer o case da Rede Globo “Como motivar, engajar e alinhar um time acostumado a ser campeão a continuar vencendo num contexto de novos e desconhecidos desafios”, que foi apresentado pelo diretor de Remuneração & Performance da empresa, André Santos.

Já a gestão de benefícios foi destaque das duas primeiras mesas do dia 6. Uma pesquisa da Mercer Mash sobre o futuro e tendências dos benefícios foi apresentada pela Mariana Lucon e pelo Francisco Bruno, respectivamente líder da área de Consultoria e Gestão e consultor sênior. E o case da L’Oréal “Mais Benefícios Mesmo Custo”, apresentado pela diretora de remuneração, Patricia Mirilli, encerrou a primeira parte do segundo dia. O professor da Fundação Instituto de Administração (FIA) José Hipólito provocou o público a refletir sobre a forma como as organizações têm feito a gestão da força de trabalho. Ele destacou que a falta de gerenciamento adequado resulta em várias implicações. Uma equipe superdimensionada pode, por exemplo, afetar substancialmente a estrutura de custos. Encerrando o Fórum, o diretor de Serviços de Dados Globais da Willis Towers Watson, Christian Matos, apresentou a pesquisa que a empresa desenvolveu sobre atualidades e tendências das práticas de remuneração

Pesquisa no RecomPense

A remuneração é um dos temas prioritários da agenda da ABRH-RJ. Prova disso é que a Associação criou, nesse ano, o  RecomPense – grupo formado com o objetivo de pensar e discutir práticas e tendências de remuneração. Para participar, basta se tornar associado. Uma das próximas ações do grupo será a pesquisa que abordará salários, benefícios e práticas de remuneração, também exclusiva para empresas associadas à ABRH-RJ.