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Risco maior que a febre amarela

Coluna Prevenção & Saúde

Por Gilberto Ururahy
- Diretor médico da Med-Rio Check-Up

08 de fevereiro de 2018

Provavelmente, o aedes aegypti é hoje o principal inimigo público do país. Desde 2015, quando ocorreram os primeiros casos da epidemia de zika, o mosquito se tornou uma preocupação da saúde nacional. É com razão que o cuidado é necessário. Em 2016, por exemplo, ele foi o responsável por cerca de 800 mortes no país, seja pela transmissão da dengue, da zika ou da chikungunya. Verifica-se agora uma epidemia de febre amarela, outra doença também causada pelo mosquito.
Entretanto, o controle dessas enfermidades dispõe de soluções objetivas, que passam pela vacinação, no caso da febre amarela, e pelo combate ao mosquito, com as ações preventivas divulgadas todos os anos, para evitar as outras moléstias. Como o país é referência internacional na cobertura de vacinação e no desenvolvimento de campanhas de saúde como o antitabagismo, é legítimo crer que logo a situação será contida.
A verdade é que, apesar do medo da população, exposto nas longas filas que estão sendo vistas nos locais de vacinação, o mosquito está longe de ser um dos principais fatores de risco da saúde do brasileiro. Como comparação, segundo dados do próprio ministério da saúde, 300 mil pessoas sofrem infartos todos os anos no Brasil, e em 30% dos casos o ataque cardíaco é fatal. O que significa dizer que doenças cardiovasculares matam 90 mil brasileiros anualmente.
Esse número é apenas um recorte de um cenário maior que é o crescimento da incidência de doenças crônicas na população, como obesidade, diabetes, hipertensão e estresse. São enfermidades que aumentam a chance da ocorrência de doenças cardíacas, derrame cerebral e cânceres. Dados do Ministério da Saúde também apontam que o diagnóstico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016. O de hipertensão, no mesmo período, saiu de 22,5% para 25,7%. Já uma pesquisa da Universidade de Brasília constatou que 70% dos brasileiros sofrem de estresse crônico e, desse total, 30% apresentam a síndrome de Burnout, que provoca esgotamento físico e emocional.
O aspecto em comum a  todas essas enfermidades é que elas apontam para  vivências  que não vigoram um estilo de vida saudável. É fato que o brasileiro precisar rever com urgência seus hábitos de vida. Porém, está longe de ser uma tarefa simples mudar sozinho práticas que cultivamos há anos, mesmo sabendo que isso se faz necessário. O que nos indica que talvez seja hora de o Governo Federal promover uma campanha de estilo de vida saudável, pois o cenário caracterizado se reflete diretamente em gastos com saúde pública que poderiam ser evitados e em barreiras para o aumento da produtividade.
Considerando que mais de 2 bilhões de pessoas no mundo estão acima do peso e que o estresse é um dos principais causadores das síndromes do mundo moderno, uma campanha nacional de estilo de vida também reforçaria a imagem do país como referência em políticas de saúde pública.
By | 2018-02-08T19:50:11+00:00 fevereiro 8th, 2018|Categories: Prevenção & Saúde, Todos|0 Comentários

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