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Por uma campanha nacional de estilo de vida saudável

Coluna Prevenção & Saúde

Por Gilberto Ururahy
- Diretor médico da Med-Rio Check-Up

18 de janeiro de 2018

O brasileiro precisar rever com urgência seus hábitos de vida. É a conclusão a que se chega ao observar o crescimento da incidência de doenças crônicas na população, como obesidade, diabetes, hipertensão e estresse. Esse quadro se reflete diretamente em gastos governamentais e em barreiras para o aumento da produtividade, o que torna imprescindível que seja realizada uma campanha nacional de estilo de vida saudável.

O país teve sucesso em campanhas antitabagismo e de vacinação. Sendo assim, algo semelhante poderia ser feito para que as pessoas adotem em suas rotinas os três hábitos fundamentais para prevenir as doenças crônicas: alimentar-se de modo equilibrado, praticar atividade física regularmente e repousar, dormir, adequadamente.

Atualmente, o país registra que um em cada cinco brasileiros está acima do peso, o que faz a obesidade prevalecer em quase 19% da população. A obesidade desregula atividades hormonais, estando associada a altos níveis de glicose no sangue, baixos níveis de testosterona e altos níveis de citocinas inflamatórias. Cada um desses fatores pode ser determinante para a incidência de doenças cardíacas, derrame cerebral e cânceres.

Dados do Ministério da Saúde também apontam que o diagnóstico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016. O de hipertensão, no mesmo período, saiu de 22,5% para 25,7%. Já uma pesquisa da Universidade de Brasília constatou que 70% dos brasileiros sofrem de estresse crônico e, desse total, 30% apresentam a síndrome de Burnout, que provoca um esgotamento físico e emocional. O cenário é ainda mais preocupante entre as mulheres. Levantamento da Med-Rio, feito junto a executivas, registrou que o percentual de mulheres estressadas saltou de 40%, em 1990, para 67%, nem 2016.

No caso do público feminino, o elevado aumento do estresse se justifica por elas acumularem duplas, às vezes, triplas jornadas de trabalho, pois muitas, além do trabalho profissional, lidam com a responsabilidade de gerir uma família, e terem vida acadêmica, realizando cursos de pós-graduação ou extensão. Hoje, para cada três infartos do miocárdio, um vitima mulheres. E mulheres cada vez mais jovens.

Para os cofres públicos, o quadro retratado acima implica gastos com saúde que poderiam ser evitados e filas em hospitais e estabelecimentos de saúde por doenças que podem ser prevenidas. Além disso, a adoção de um estilo de vida saudável pela população também se refletiria em ganho de produtividade, pois esta está diretamente relacionada ao bem-estar dos profissionais.

Há pesquisas, por exemplo, que apontam que quem pratica exercício tem um aumento, em média, de 9% de produtividade. Isso reforça a importância de investir em promoção de saúde. A mudança de hábitos pode diminuir as abstenções no trabalho, uma vez que colaboradores com boa disposição e bem-estar tendem a se afastar menos devido a doenças.

Até certo ponto, as pessoas costumam reconhecer que precisam rever seus hábitos, mas a maioria não consegue fazer o que é necessário. O usual é alegar falta de tempo para cuidar da própria saúde, mas a verdade é que é muito difícil alterar hábitos sozinho. Justamente devido a essa dificuldade é que uma campanha nacional é fundamental.

Atualmente, cerca de 73% das mortes nos grandes centros urbanos têm ligação com comportamentos insalubres. Portanto, o melhor caminho a seguir é a prevenção e a mudança do estilo de vida adotado pelo homem moderno. Isso precisa estar na pauta dos governos.

By | 2018-02-01T18:17:04+00:00 janeiro 18th, 2018|Categories: Prevenção & Saúde, Todos|0 Comentários

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