ABRHRJ

Instituição sem fins lucrativos, com objetivos de congregar profissionais de RH e disseminar o conhecimento do mundo do trabalho para desenvolver pessoas e organizações, influenciando na melhoria da condição social, política e econômica do país.

Missão

Nossa missão é disseminar o conhecimento do mundo do trabalho para desenvolver pessoas e organizações, influenciando na melhoria da condição social, política e econômica do país.

Endereço

Av. Presidente Vargas – 463/sala 1101 – Centro – Rio de Janeiro – RJ CEP 20071-003. Fone:(21)2277-7750 Fax:(21)2277-7758

Início/Todos/Uma questão de estilo de vida

Uma questão de estilo de vida

Coluna Prevenção & Saúde

Por Gilberto Ururahy

14 de dezembro de 2017

O estresse do cotidiano é onipresente, democrático, cumulativo e contagiante: 80% das consultas médicas em consultórios, ambulatórios e hospitais do mundo têm relação com o problema, segundo Harvard. Após examinarmos mais de 100 mil clientes em nossas clínicas, ao longo de 26 anos de atuação, observamos que 70% deles convivem com altos níveis de tensão. A questão é entender a manifestação. O que é o estresse senão a necessidade de se adaptar às mudanças?
 
A cada transformação em nossas vidas, somos obrigados a nos ajustar e, consequentemente, há uma reação – nossos corpos produzem adrenalina e cortisol. Como a velocidade dos acontecimentos está cada vez mais acelerada, vivenciamos isso de forma crônica, com as doenças estabelecendo-se de forma individualizada. Dessa forma, o estresse é o vetor para o estilo de vida inadequado empreendido pela maioria da população, em pleno século 21.
 
Segundo estudos de Stanford, 73% das mortes em grandes centros urbanos têm relação  com o estilo de vida, representado por maus hábitos que agridem a saúde. Em nossos estudos, 65% das pessoas examinadas se alimentam de forma irregular, privilegiando açúcares, excesso de sal e farináceos; 60% são sedentárias e não praticam atividade física; 68% estão acima do peso ideal; 22% são hipertensas; 26% convivem com insônia e não tem sono reparador. Na parte física, sem distinção de sexo, além de gerar altos custos para saúde pública, as doenças crônicas incapacitam ao longo do prazo. Males como diabetes, hipertensão arterial e obesidade têm incidência crescente. No campo emocional, a depressão se expande. E muitas vezes, todas essas condições conduzem a quadros, como infartos do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais e cânceres.
 
É importante identificar os fatores de risco para a saúde e, com base no check-up médico, desenvolver programas individualizados a fim de corrigir os desvios apresentados nos exames preventivos. Assim, é fundamental levar em consideração o estilo de vida, ao qual se deve aplicar a medicina preventiva. Este conceito está se desenvolvendo rapidamente nos centros urbanos. Mas mudar requer determinação com a saúde – questão de sobrevivência.
 
Sabemos o quanto os maus hábitos envelhecem rapidamente uma pessoa. Muitos ganham em saúde ao reavaliar seu estilo de vida, o que, quase sempre, requer apoio médico e de especialistas. Isso é um fato: segundo Harvard, 85% das pessoas não conseguem mudar sozinhas, mesmo com a saúde ameaçada. Rir, cercar-se da família e ter amigos são ações que enriquecem a vida. Manter-se ativo e motivado é passo importante para este fim. A pessoa que se afasta do que gosta fragiliza sua saúde.
Todos buscam longevidade e autonomia. Neste contexto, a prevenção e a promoção da saúde permitirão às pessoas se conhecerem e identificarem os fatores de risco. Há algum tempo, no Japão, um jornalista perguntou a uma senhora de 114 anos a razão de sua longevidade. “Como pouco, ando muito e durmo bem”, ela respondeu. São posturas aparentemente simples, mas que poucos praticam.
 
*Gilberto Ururahy é diretor-médico da Med-Rio Check-Up
By | 2018-01-11T17:47:03+00:00 dezembro 14th, 2017|Categories: Todos|0 Comentários

Sobre o Autor:

Deixar Um Comentário