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Medicina preventiva deve ter prioridade

Gilberto Ururahy destaca que estilo inadequado está ligado a 73%
das mortes e é
mais caro tratar a doença do que gerir a saúde.

A medicina preventiva precisa ganhar espaço na agenda brasileira. A afirmação é do diretor-médico da Med-Rio. Gilberto Ururahy, citando estudos indicando que o estilo de vida tem relação direta com73% das mortes no mundo.

Ao avaliar o impacto da crise econômica sobre a saúde de indivíduos e empresas, Ururahy afirma que o estresse invadiu o mundo corporativo e destaca a importância de criar um estilo de vida saudável, que previna o aparecimento de doenças crônicas. Declarando-se otimista, lembra que o Brasil já atravessou várias crises e destaca que essa também vai passar. “É preciso estar pronto para um novo crescimento”, diz.

 

As eleições, em 2018, motivarão debates em várias áreas. Na sua avaliação, quais as prioridades na saúde?

A prevenção. O que mais cresce no mundo são as clínicas voltadas para prevenção porque é muito mais caro tratar a doença do que fazer a gestão da saúde. O estilo de vida inadequado conduz a doenças crônicas: tabagismo e sedentarismo provocam diversos males, a obesidade leva ao diabetes tipo 2… No nosso trabalho, diariamente, relacionamos fatores de risco e doenças ao estilo de vida. É essencial promover hábitos saudáveis, a fim de evitar doenças como obesidade, hipertensão arterial, diabetes e câncer, as que mais incapacitam e matam hoje. No Brasil, a cada minuto, morre alguém vítima de infarto agudo do miocárdio. As faculdades também precisam estar atentas à evolução da medicina. Gerações de médicos aprenderam a tratar doenças e não a preveni-las. Em outubro, assinamos parceria com a PUC- Rio para um curso de extensão voltado a profissionais da saúde. Vamos falar de check up, prevenção, estilo de vida. A medicina preventiva precisa ganhar espaço na agenda brasileira. Aplicada ao estilo de vida, ela é um caminho para a sobrevivência do mercado de medicina supletiva e seguros de saúde.

 

Como a crise econômica tem impactado o setor de saúde?

O desemprego está muito alto e os planos de seguro saúde vivem de contratos com empresas. Quando elas demitem, o faturamento despenca. Um segundo fator é que, antigamente, o cálculo dos prêmios considerava uma média de dez anos de vida após a aposentadoria. Hoje, é muito mais. A cada ano, o homem ganha três meses de expectativa de vida. Por fim, a judicialização da medicina também impacta. Mesmo em planos pequenos, cujo contrato não prevê, por exemplo, transplante de coração, a Justiça manda fazer o procedimento quando o paciente entra com ação. Os médicos pedem muitos exames e nem sempre escutam o paciente. A tecnologia de ponta é espetacular, mas o cuidado deve ser integral: o homem é corpo e alma, físico e emoção.

E qual o impacto sobre os indivíduos?

Segundo a Universidade Harvard, 80% das consultas médicas globais têm relação direta com o estresse. Estudos de Stanford revelam que 73% das mortes no mundo estão associadas ao estilo de vida. O programa de check-up preventivo aponta esses fatores de risco.  Entre nossos pacientes, mais de 60% têm peso acima do ideal e são sedentários, 50% têm colesterol elevado, 50% usam bebidas alcoólicas regularmente e 25% sofrem de insônia. Todas essas manifestações têm como base o estresse cotidiano e, a médio prazo, levam às doenças crônicas. A longo prazo, caso o estilo de vida não mude, virão o infarto do miocárdio, o acidente vascular cerebral e o câncer.

 

Como o senhor avalia o estilo de vida nas empresas hoje?

Costumo dizer que o Brasil está fazendo mal aos brasileiros. As empresas tentam se adaptar à crise, mas o estresse invadiu o mundo corporativo. Nosso levantamento indica que 70% dos executivos convivem com altos níveis de estresse. Entre 2016 e 2017, os casos de depressão subiram mais de 20% e a ansiedade, mais de 30%. O cenário brasileiro está muito difícil, mas o capital humano é que faz a empresa crescer e perpetuar-se. Por isso, é fundamental cuidar da saúde desses profissionais.

 

Como mudar esse quadro?

Buscando um estilo de vida mais saudável, com prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e sono reparador. Além disso, é importante ter amigos e não negligenciar a vida em família. As empresas têm um papel importante ao buscar clínicas e consultores capazes de apoiá-las de forma competente e ética. No passado, o check-up era visto como benefício aos funcionários. Hoje, é instrumento de segurança empresarial. É caro substituir um profissional estratégico afastado por doença. Assim, melhor que tratar é prevenir! Em geral, as pessoas só dão valor à saúde quando a perdem, mas até para enfrentar a crise é preciso estar com saúde.

O Brasil já atravessou várias crises. Essa também vai passar e precisamos estar prontos para um novo crescimento. Acredito nisso. A Med- Rio ampliou instalações, agregou novos exames, ampliou o conforto para clientes e colaboradores. Crescemos 30%.  Espero que as eleições em 2018 sejam uma renovação. Saúde e educação são fundamentais, precisamos de políticos comprometidos com as necessidades do Brasil e dos brasileiros.

 

Em um cenário cada vez mais globalizado e competitivo, o que fará diferença em relação aos serviços de saúde?  

Saúde requer qualidade, que exige ética e transparência. Quando ofereço um checkup, tenho que me preocupar também com a qualidade do laboratório que fará a análise e os profissionais. O cuidado com o cliente é integral. Nosso check-up é feito longe do hospital, em ambiente agradável, com equipamentos de última geração e profissionais altamente qualificados. A medicina aplicada ao estilo de vida, aliada a um check-up que detecte fatores de risco, faz com que homem viva mais. Caminhamos para o centenário.

 

By | 2017-11-16T19:48:24+00:00 novembro 16th, 2017|Categories: Prevenção & Saúde, Uncategorized|0 Comentários

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