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Igualdade de gênero foi destaque no primeiro encontro ELO

Silvana Andrade, Luana Génot e Luiz Cavalheiros participaram da primeira mesa

Casos de assédio sexual no trabalho são mais frequentes do que se imagina. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que 52% das mulheres economicamente ativas já foram assediadas. Justamente para propor uma reflexão sobre a igualdade de gênero, é que a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ) promoveu, no dia 10 de novembro, no auditório da Associação Comercial do Rio, o encontro ELO – Quando Ele e Ela se unem a favor de todos.

“A ABRH-RJ está se dedicando a uma agenda social. Queremos propor reflexões sobre questões atuais da sociedade, queremos pensar a integridade do ser humano. E sendo a área de RH formada predominantemente por mulheres, a igualdade de gênero e combate ao assédio sexual são temas que devem ser prioritários na nossa agenda”, destacou o presidente da ABRH-RJ, Paulo Sardinha na abertura do evento.

O ELO foi formado por duas mesas. A primeira reuniu a professora do Ibmec e da FGV Silvana Andrade e o sócio da empresa especializada em treinamentos organizacionais Parangolé do Saber, Luiz Cavalheiros. Já a segunda teve a participação da diretora da ONG feminista Think Olga, Maíra Liguori, e do fundador do Papo de Homem, maior veiculo digital masculino independente do país, Guilherme Valadares. A moderadora das duas mesas foi a fundadora do Instituto Identidades do Brasil, Luana Génot.

Andrade observou que o Brasil regrediu, nos últimos dois anos, quanto à igualdade de gênero e citou como exemplo o ranking Fórum Econômico Mundial que analisa a igualdade entre homens e mulheres em 144 países. No ano passado, o Brasil ficou no 79º lugar, mas caiu para 90º em 2017. “Assim, o Brasil vai demorar 95 anos para alcançar a igualdade de gênero”, informou .

Ela observou que uma das principais razões por essa disparidade é a cultura sexista ainda muito presente na sociedade brasileira, que resulta na discriminação do gênero. Outro reflexo dessa cultura apontado por Andrade é a disseminação de valores machistas que acabam banalizando a violência contra a mulher. Cavalheiros reforçou a análise da professora da FGV mostrando como a mulher foi, por muito tempo, representada no universo publicitário. Ele citou os exemplos de campanhas de cervejas, que reduziam a mulher apenas a um objeto. “Hoje, vemos isso mudando, mas foram décadas e décadas de campanhas que geraram um acúmulo de informação que construíam a imagem da mulher como objeto.  Isso se torna o que chamamos de viés inconsciente”, explicou.

Para ambos, é a través da informação que as empresas podem contribuir na transformação desse cenário. Desenvolver programas de conscientização que tematizem e estimulem o empoderamento feminino, criação de políticas internas e promoção de grupos de reflexão sobre o assunto, além da adoção de uma ouvidoria para atender as denúncias, são algumas das ações que podem ser feitas.

Educação também é a palavra-chave para Liguori e Valadares. Segundo a fundadora da ONG Think Olga, que é dedicada ao empoderamento feminino por meio de informação, enquanto as organizações não se dedicarem a entender a questão, dificilmente o cenário mudará. Ela avalia que é necessário compreender o que é o assédio, como e porque ele acontece, quais são as suas formas de expressão e como ele se desdobra.

O fundador do Papo de Homem defende que a luta pela igualdade de gênero passa, também, no combate a uma imagem estereotipada do homem. Uma pesquisa do site em parceria com a ONU Mulheres registrou que 66,5% dos homens não falam com os amigos sobre medos e sentimentos; 45% gostariam de não se sentir obrigatoriamente responsáveis pelo sustento financeiro da casa; e 45,5% gostariam de se expressar de modo menos duro ou agressivo, mas não sabem como.

Ele defendeu que o envolvimento dos homens nas discussões da igualdade de gênero será mais efetivo com  ações educativas independentes que poderiam, por exemplo, debater a saúde deles, espaços de acolhimento para discutir masculinidade entre eles; grupos reflexivos para autores de agressão.

By | 2017-11-14T17:01:54+00:00 novembro 14th, 2017|Categories: Mercado|Tags: , , , |0 Comentários

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