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Processo seletivo – Cine Fórum e RH na Prática

por Myrna Brandão

Pense rapidamente numa resposta para essas perguntas: “Por que os bueiros são redondos”? ou “Se você pudesse juntar dois estados brasileiros quais seriam e por que”?

Por estranhas que pareçam, elas podem ser apenas uma forma de Brain Teaser –  (um tipo de entrevista quebra-cabeça) na qual o entrevistador faz perguntas que não exigem respostas corretas, mas testam a criatividade e a capacidade da pessoa em encontrar uma solução de imediato.

Como você já deve ter notado, estamos falando de entrevista em  processo seletivo, um dos grandes desafios enfrentados tanto pelos gestores quanto por quem está se candidatando a uma vaga.  Afinal, é um processo que coloca de um lado, pessoas com seus sonhos, projetos de vida, propósitos, esperanças e, de outro, a empresa com seus objetivos, metas e expectativas.

Encontrar um equilíbrio entre essas duas partes e a convergência de propósitos entre ambas é uma busca constante, principalmente diante do cenário atual em que o desemprego e um mercado cada vez mais competitivo ditam as regras.

Certamente por isso, para selecionar o talento com o perfil mais adequado ao cargo e à cultura da organização, os gestores dispõem, cada vez mais, de uma série de técnicas, ferramentas e práticas como jogos e simulações, avaliação das redes sociais, entrevistas online, análise do gestor ideal, estudos sobre linguagem verbal e corporal, seleção por competências – em que se prioriza o que o candidato produziu com seu conhecimento adquirido em vez de valorizar apenas o seu nível de especialização – e outras.

Esses e outros aspectos serão debatidos em mais um Encontro do RH na Prática / Cine Fórum, integração de dois tradicionais projetos da ABRH-RJ que, a partir da abordagem lúdica e enriquecedora do cinema, traz profissionais conceituados do mercado para abordar importantes temas da área de gestão.

Para falar sobre “A Entrevista de Seleção, esse Bicho Papão”, passo a palavra para Carlos Vitor Strougo – diretor gerente da Kadan Headhunters, especializada em recrutamento de executivos e diretor da ABRH-RJ – um dos organizadores e debatedores do evento e idealizador do RH na Prática.

“Esses filmes carregam mensagens importantes, principalmente para os profissionais mais júniors de RH.  Uma delas é que, por mais que nos esforcemos para fazer um perfil tecnicamente rigoroso da posição, nem sempre se consegue perceber com clareza o que no fundo o contratante de fato precisa. Deve-se sempre buscar compreender o lado humano da necessidade do cliente, que normalmente transcende o que o próprio cliente descreve como o que gostaria de contratar.  Esse é o segredo do sucesso dos recrutadores, ir mais fundo, buscar o real, intangível e sensível”.

Trazendo seu conhecimento, vivência e resultados em suas organizações foram convidadas para debater esse importante tema: Alessandra Nogueira, Gerente de Talentos da Coca-Cola; Natália Pamplona, Coordenadora de Aquisição de Talentos e Carreira da Globosat; e Renata Filardi, Gerente Executiva de RH do Grupo Farmoquímica e Vice-Presidente da ABRH-RJ

O cinema, por sua vez, está cada vez mais próximo da vida real, sendo tênue por vezes,  o fio que separa a ficção da realidade.  Inúmeros filmes vêm sendo utilizados para debater temas ligados ao mundo corporativo e, no caso presente, vários deles abordam aspectos relacionados com o processo seletivo.  Entre muitos outros, foram escolhidas para este encontro cenas de entrevistas dos seguintes filmes:

“Intocáveis”, de Olivier Nakache e Eric Toledano, história real de um multimilionário, que ficou tetraplégico após um acidente de parapente, e realiza um processo para selecionar uma pessoa que possa ajudá-lo nas atividades diárias.

“À Procura da Felicidade”, de Gabriele Muccino, história real do hoje empresário Chris Gardner, um vendedor desempregado que se inscreve num programa altamente competitivo no qual somente um em cada vinte candidatos seria efetivado.

“A Grande Virada”, de John Wells, sobre um executivo e sua busca desesperada de um novo emprego, após ser demitido de uma grande organização em face da crise econômica atual.

“Silly Job Interview”, de Monty Python, adaptado da antiga série de John Cleese, intitulada “Como Irritar as Pessoas”. Nesta versão, Cleese contracena com Graham Chapman, este no papel de David Thomas, que participa de uma traumática entrevista de emprego.

O fato é que aspectos do cotidiano do mundo corporativo estão cada vez mais presentes nas telas, e na cabeça de muitos cineastas que, para realizar filmes como os citados, se munem de pesquisas, depoimentos de gestores e conselhos de especialistas da área.

A propósito e, mais uma vez fazendo um link com a realidade atual, vale lembrar a frase do empreendedor Peter Schutz quando afirma: “Contrate o caráter, treine as habilidades” – o que não torna menos importantes as habilidades e competências, apenas enfatiza que a premissa básica para a melhor contratação é o alinhamento dos candidatos com os valores da organização.

Esperamos vocês para, com seu conhecimento, experiência e sensibilidade, enriquecer ainda mais o debate em torno das entrevistas de seleção, que na grande maioria das empresas é a parte mais importante do processo seletivo.

By | 2017-07-19T01:28:22+00:00 novembro 8th, 2016|Categories: Editorias, Recrutamento e Seleção|0 Comentários

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