No próximo 16 de julho, a ABRH-RJ realizará o evento “Do Haicai ao Twiter Vivência  em torno dos livros  “Burajiru Haicais” e “Insistente Aprendiz” , de Nelson Savioli e editado pela Qualitymark.

Ao falar um pouco da minha ligação com o tema, queria também trazer meu testemunho sobre o quanto esse evento é imperdível.

A primeira vez que ouvi falar em Haicai foi numa conversa com Nelson. Estávamos numa reunião na ABRH combinando os detalhes de uma sugestão que ele havia dado: uma homenagem da ABRH-RJ aos 100 anos da Imigração Japonesa  através de  um Café Literário  com o livro “O Súdito”, de Jorge Okubaro.

Ao ouvir, aprender e me emocionar com a aula que Nelson deu na reunião sobre o Haicai, sugeri que ele integrasse a Mesa  do Café Literário, falando sobre o “Burajiru Haicais”,  seu livro lançado no ano anterior.

Nelson não só aceitou a sugestão, como roubou a cena no dia do evento. O debate que se seguiu às apresentações ultrapassou  em muito o tempo programado tal o interesse despertado nos participantes que lotaram a Academia Brasileira de Letras (ABL), onde o Café Literário ocorreu.  Nelson tem esse carisma de se dedicar de corpo e alma a tudo que faz, sendo difícil falar de sua obra separando o criador da criatura.

Como foi o caso de Leyla Nascimento, que no Prefácio de  “Reflexões sobre o Exemplo”, com muita propriedade,  destacou: ”Gostaria de iniciar não falando somente do competente profissional e escritor Nelson Savioli, mas enfatizando também a riqueza da pessoa que é”.

Lembrando, ainda, as inúmeras palestras a que já assisti dele, acrescentaria sua capacidade impar de falar de temas complexos, desafiantes e cruciais para a área de gestão de forma simples e, ao mesmo tempo, tão rica, convincente e  assimilável.

Reitero assim,  o convite para o evento no dia 16 e,  para falar um pouco mais sobre o Haicai que será o tema da Vivência, passo a palavra para o Nelson, que é também um dos maiores incentivadores que essa manifestação seja aplicada nas organizações.

“Haicai é uma forma tradicional de verso  com apenas cerca de dezessete sílabas, que tem por característica o emprego de imagens, muitas vezes tiradas  da natureza para evocar um sentimento ou estado de espírito.

Nos tempos atuais de crise, mais do que em outras ocasiões, as empresas precisam sobreviver e, para isso, necessitam que seus profissionais utilizem suas competências técnicas e comportamentais no sentido de gerar valor para toda a cadeia da organização.
Nesse sentido, é importante que os profissionais fiquem antenados com tudo que está ocorrendo no mundo, num quadro diversificado de conhecimentos e referências que ultrapassem sua área específica de atuação.

A prática do Haicai nas organizações tem se mostrado um importante aliado para que os profissionais sejam mais simples e diretos na sua comunicação. Quando o executivo consegue descrever uma cena da natureza em apenas dezessete sílabas, ele passa a evitar adjetivos desnecessários, frases longas ou redundantes.

Um  outro objetivo buscado com a realização de um programa de desenvolvimento utilizando o Haicai, é que esses profissionais tenham seu interesse despertado por outros assuntos que não apenas aqueles relacionados com seu trabalho, que exercitem a alteridade, compreendam a necessidade de ouvir outras opiniões e que apreciem a riqueza de pontos de vista que a diversidade apresenta em todos os campos. “

Por Myrna Silveira Brandão

Sobre a autora:

Myrna Silveira Brandão é Jornalista, Administradora, Socióloga,  Crítica de cinema. Pós-graduada em Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Presidente do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB). Diretora  da Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH-RJ.

Como Administradora, trabalhou durante vários anos na Petrobras, na área de Gestão de  Pessoas, tendo sido responsável, entre outras, pelas áreas de Avaliação de Treinamento, de Tecnologia Educacional e  Benefícios.

Como Jornalista, faz  Coberturas de festivais de cinema internacionais e nacionais (Sundance, Berlim, Nova York, Roma, Europacine e outros).

Palestrante no Congresso RH-Rio – CONARH – ABTD – SEBRAE – Previ – ESPM – Capemisa –   Congresso Leste Fluminense – Petrobras –  ESARH – Banco do Brasil – Universidade Veiga de Almeida –  Arquivo Nacional – Associação Portuguesa de Gestores, em Lisboa.

Assina a Coluna “Filmes para uma Reflexão Corporativa”, na Revista Gestão & Negócios. Conselheira da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACC-RJ). Delegada da ACC-RJ nas Assembleias da FIPRESCI (Federação Internacional da Crítica Cinematográfica) desde 2001, em Saint Vincent (Piemonte), Viareggio, Taormina, Roma, Tunis e Bari. Proponente e coordenadora da restauração dos filmes Aviso aos Navegantes, Tudo Azul, Menino de Engenho, O País de São Saruê, O Homem que Virou Suco, A Hora da Estrela e Rico ri à toa.

Autora dos Livros:
“Leve Seu Gerente ao Cinema” (2004) – Editora Qualitymark
“Luz, Câmera, Gestão – A Arte do Cinema na Arte de Gerir Pessoas” (2006) – Editora Qualitymark
“Leve seus Alunos ao Cinema” (2008) – Editora Qualitymark
“O Cinema na Gestão de Pessoas (2013) Editora Qualitymark

Editora dos sites: www.mccinema.com.br e www.cpcb.org.br.